sábado, 10 de março de 2012

Paixão ousada

Paixão ousada

 

Em uma existência onde
a diferença primaz é o seu próprio encanto.
O êxtase é o enaltecimento pleno
dos melhores valores humanos.

Encontro-me radiado
nessa maravilhosa sensação,
de ver e ter a luz tão próxima,
que o seu calor energiza minha alma .
E me faz sonhar envolto com o seu brilho.


Esse reluzir é parte de um mistério

A ser desvendado passo a passo,

Onde a emoção é a própria razão,

Do ousar viver essa nova paixão.

Esse reluzir é parte de um mistério
a ser desvendado passo a passo,
onde a emoção é a própria razão,
do ousar viver essa nova paixão.


Ricardo D'Ávila 22/06/10.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tormenta de possibilidades

Tormenta de possibilidades

Não podemos ser inimigos,
Porque temos o melhor do outro dentro de nós.

Não podemos ser amigos,
Porque ainda enamoramos as nossas virtudes e valores.

Não podemos ser namorados,
Porque os vínculos construídos formam uma relação perfeita.

Não podemos ser o par perfeito,
Porque essa dita perfeição não há.

E uma vez definidos como seres imperfeitos,
Poderemos viver um nada existencial.

Sem decisão ou ação,
Presos a essa ilusão de um futuro maior e melhor

Envolvidos em uma grande tormenta de possibilidades.
Porque estaremos sempre entre a escolha e a perfeição.

E assim nunca chegaremos ao concreto esteio de uma relação.
Onde cada passo é carregado de verdade e emoção.

Ricardo D’Ávila 28/10/2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

É tarde... É tarde... É tarde Alice!

É tarde... É tarde... É tarde Alice!

Há pessoas que vivem uma mentira
Como se fosse uma verdade,
Pois de tanto mentir, perdem a noção
Do limite entre o real e irreal.

E perdidas colocam o outro em sua fantasia.
Como personagens mal regidas,
Vivenciam a atrapalhada Alice,
Entre caminhos que não chegam a lugar algum,
Nesta vida de pisada frenética, não constroem relacionamentos no caminho.

Acordam sozinhas deste sonho infernal,
Ainda assustadas, ouvem gritos da rainha de copas,
A pedir-lhes a cabeça, consumindo o pouco
De lucidez que lhes resta.
Fogem de seus pesadelos e replicam
Essa fuga no existir para o outro,

Colocando o primeiro chapéu que lhes cabe,
Disfarçando a sua inaptidão para o legitimo e adequado.
Pois ninguém sabe o que se passa
Em suas cabeças de magnitude surreal.

E como o coelho, de pinote,
Devemos sair correndo deste sonho insano, e gritando.
É tarde, é tarde, é tarde!
É tarde até que arde!
Ai, ai meu Deus! Até, Adeus!
É tarde, é tarde, É tarde!

Ricardo D Avila 14/09/11

terça-feira, 28 de junho de 2011

O gato e o skate

O gato e o skate


Ando pelas ruas,
Em toda velocidade.

As meninas admiradas,
Gritam por toda a cidade.

Esse garoto é um gato!
Não desses que bebe leite.

Pois elas realmente ficam loucas,
Quando ando de skate.

Ricardo D'Ávila
06.2010 (dedicado a Arthur D'Ávila)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Possibilidades


Possibilidades

Não podemos ser inteiros,
Quando dois... Temos sempre muitos.

Não podemos ter verdades,
Onde não existem sonhos.

Não podemos construir,
Sem estruturar hoje, o amanhã.

Não podemos ter amizade,
Onde não há empatia.

Não podemos ser parceiros,
Quando a lealdade não está presente.

Não podemos nos iludir,
Com o tempo de uma realidade obtusa.

Não podemos nos associar,
Com falsas promessas de participação.

Não podemos nos emocionar,
Sem o verdadeiro pulsar do coração.

Não podemos ser alegres,
Para uma tristeza maquiada e travestida.

Não podemos acreditar,
Nas inverdades vendidas como  reais.

Não podemos sucumbir,
Nessa completa traição dos nossos maiores valores.

Não podemos completar,
O que não deseja ser parte de um inteiro maior.

Porém, também não podemos viver divididos,
Pois a vida é a totalidade das pequenas frações.

Diante de tantas impossibilidades,
Pedaços colados caleidoscopicamente.

Erguem-se em uma visão singular e exclusiva
Onde o poder do tamanho, perde o seu significado.

Resultante dos fragmentos vividos.
Regozijo maior diante da grandiosidade de ser.

Ser possível, impossível, semelhança e imagem da força maior
Onde para ele tudo é poder.

Ricardo D’Ávila
27.06.11

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Matemática das emoções

Matemática das emoções

Relação, fisicamente, estabelecida como duas paralelas,
Que não se encontram, já que o infinito dos sonhos,
 Foi aniquilado pelo pragmatismo do hoje.

Equação negativa sem mérito de representação,
Em meio a questões qualitativas  e outras quantitativas.
Onde os valores permutados, ou esquecidos,
Resultam em um vazio de um conjunto preterido.

Esta percepção matemática, dita apreciadora do conhecimento,
Desconhece o outro, e a necessária formula empática de fazer valer as emoções.
Calorosas verdades, construídas de forma algorítmica pela noção do romance, subtraídas friamente em nome de uma racionalidade pratica.

Busca-se o “x” desta loucura polinomial, onde números nunca inteiros, perdidos e reais,
Sofrem nessa análise complexa, de ser parte excluída de um conjunto meramente unitário.
Onde o vazio resultante desta operação, é percebido em meio à esperança desprezada.

Perde-se, as melhores emoções, no espaço aritmético criado por “um tempo”,
Teorema transfinito de uma resposta já conhecida,
não tabuladas como diferencial, ângulos complementares de uma tão desejada geometria.

A lógica apresentada pauta-se nas probabilidades e uma estatística inadequada
Para as frações mais que perfeitas das interações humanas.
A relatividade coexiste com a dureza fatorial desta análise,
Gerando o caos necessário para uma nova ordem.

Parte dela sem o perfeito vetor da valoração da vida e do outro,
Construída na indiferença funcional da existência sem o amor.

Elemento tão importante quanto necessário, para a continuidade e sanidade do ser,
Completo, complexo, quântico e sempre apaixonado por pontos...
Por vezes fractais, mas homeomorfos no plano do crescimento humano.

Somos todos partes e elementos na vida do outro,
Integral maior, sem limites ou barreiras para a continuidade e existencia.
Derivando em nulo os problemas meramente conceituais.

22 de junho de 2011
Ricardo D’Ávila

terça-feira, 17 de maio de 2011

Entre...

Entre...
Entre anjos e demônios... O exorcismo dançante de uma diaba loira.
Entre o céu e o inferno...O fogo da paixão.
Entre a faísca e a fumaça...O arder da emoção.
Entre a amizade e o amor...O labirinto da perdição.
Entre o ser e não ser...Romeu e Julieta das relações.
Entre o entender e construir... O planejar acontecer.
Entre a vida e a ilusão...O tempo passando.
Entre a verdade e a continuidade... O findar da relação.
Entre a possibilidade e o acessível...O ponto de exclamação.
Entre o querer e o poder... A incessante busca do ser.
Entre o presente e o passado... O futuro com projetos vencidos.
Entre o aqui e agora.... O ficar e acontecer.
Entre a obrigação e a realização... O desejo do sucesso.
Entre a luta e o descanso... A partilha do tempo em objetivos.
Entre o sonho e o pesadelo... O amanhecer.
Entre você e eu... A possibilidade.
Entre o certo e o errado...O viver!
Ricardo D'Ávila
Recife, 15.05.11