quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Luso quitanda, travestida de desejos Tupiniquins


Luso quitanda, travestida de desejos Tupiniquins

Tão notório e desconhecido, esse sentimento inqualificável.

Tão rubro e pálido, esse desejo inconcebível.
Tão íntimo e impessoal, esse conhecimento prévio do já vivido.

Tão próximos e distantes, olhares paralelos ao infinito.

Tão nosso e sem dono, essa propriedade sem pertences.
Tão Luso e despatriado , o aqui sem raízes.

Nesta quitanda de abstrações,

Com a incerteza da necessária e desejada entrega,
Perde-se o muito que somos,
E resulta-se em quão pouco realizamos.

A granel enche os olhos do incauto.

No varejo aterroriza o experimentado.
Oferta desmedida para a carência registrada.
Que entre o máximo e mínimo, o fiel da balança foi perdido.

Pesa o que vale, mas não vale o que se deseja.

Se nessa dual intriga, temos a barganha do não ofertado,
Coloca-se à banca esse produto solidão.
Entre a oferta desqualificada e a demanda desequilibrada,
Sucumbe-se a emocionante e almejada satisfação.

Ricardo Augusto Cunha D`Ávila


17/10/17


domingo, 23 de março de 2014


Sentimentos análogos, divergentes, reais e decorrentes

A loucura cansada da ilusão e frivolidade
De parceiros do momentâneo prazer,
Convidou o sonho para viver uma nova emoção.

O sonho ficou encantado,
Com a possibilidade de levar a loucura
À uma condição, por ela, nunca imaginada.

Porém a loucura só desejava
Fazer o sonho delirar em vão...
Embebido em aleivosas promessas.

Morfeu absorto, perde-se em fugazes sentimentos,
Aniquilando a possibilidade de estruturar
A razão do ser... Perfeito, completo e ideal.

Esta plenitude só é alcançada através
Da realização, em vida, de cada sonho.
Pois fantasiar sozinho, é o pior dos pesadelos.

O sonho, desarmônico, sem realização.
Será, sempre, uma vaga promessa de vida.
Uma fantasia, um parceiro da insanidade.

Desejo sem consumação é amigo da frustração,
Parente próximo da alienação.
Vertente doentia da aniquilação do ser.

Neste percurso, a ser vivido, precisamos ter sonhos,
Emoções e vidas partilhadas.
Estabelecendo como meta: a realidade.
 
Principio humano das relações,
Estruturadas na amizade, dosadas de paixão.
Pautadas nas afinidades dos anseios.
 
Deste sentimento ascendente, pelo sonho alardeado,
Prioritária gênese delirante, da conseqüência almejada.
Onde o amor é resultante necessária de presumidos devaneios.
 
Ricardo Augusto Cunha D`Ávila
13/10/13

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Turfe da vida

Turfe da vida


A vida está tão competitiva,
Que nos transforma em elementos desse prado real.
Hora jóqueis, cavalos e até apostadores,
Em uma grande corrida social...


... E foi dada a largada deste turfe de situações,
Profissões, corações e até emoções.
Com grandes expectativas,
... de relacionamentos e premiações.

Emparelhadas as oportunidades,
Procura-se o alazão que nos levará ao pódio.
Mas esse frenético galope desestrutura o ser,
E sem rédeas, caímos do cavalo.

A cada queda procuramos força e equilíbrio.
Na fé, no trabalho, e até em ritmos diversos do social.
Na ânsia de uma barbada nossas escolhas são tendenciosas,
Porém neste jogo marcado, o coice é cada vez mais violento.

O cavalo selado pode até passar.
Para entendermos que não é a corrida
Mas a necessária doma da poule da vida,
Que oferta novas e melhores possibilidades,
de emocionantes cavalgadas,
mais seguras e com maior valor.

Ricardo D`Ávila
25/07/2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Encontro perfeito

Que o encontro seja real....
Que, entre as veredas, as flores sejam a alegria de um dia tribulado.
Que, as verdades, sejam textuais na composição maior da minha vida.
Que, o presente, seja um passo a mais na busca dos meus sonhos futuros.
Que, o despertar de cada dia, seja um louvor ao brilho da manhã.
Que, o anoitecer, seja um grande agradecimento às benécias conquistadas.
Que, nos encontremos, e...
m meio a tanta atividade e pouca humanidade.
Que, mesmo tendo ciencia disto,. sejamos humildes para pedir perdão.
Que, anciosos por resultados, não venhamos a perder o foco e afastar os objetivos traçados.
Que, depois de tanta persistência vivida e labutada sejamos leves, apesar do peso carregado.
Que, devido a tamanha leveza, possamos voar e alcançarmos os céus.
Que, ao encontrarmos o Divino, lembraremos da nossa verdadeira missão.
Que, convertidos em anjos, venhamos proteger os que ainda buscam o caminho.
Que, perdidos por nossas neuras, não aterrorizaremos os que caminham ao lado.
Que, a falta de fervor em nossas preces, não nos faça arder em brasas eternas.
Que, apesar desses devaneios, palavras ditas e ações perdidas, venhamos realmente nos encontrar.
Que, esse encontro seja plural, mas que o individuo já venha com sua parte encontrada.
Pois o verdadeiro encontro, parte do divino em cada um, é o encontro do homem com ele mesmo.

Ricardo D`Ávila
02/04/2012
 

domingo, 1 de abril de 2012

O mundo e a conquista

O mundo e a conquista
O mundo é parte de um homem,

que enxerga, nele, o todo de si a ser conquistado.
Fazemos parte de um conquista maior,
a do crescimento do próximo,
para  crescermos o todo do mundo.

Em partes somos um mundo só,
Precisamos de todos para sermos tudo.
Nada é só... Tudo é um conjunto,
de únicas singularidades na busca de uma vida plural.

Nessa falsa junção transitória
Não vivemos... e loucamente surtamos,
Diante de imaginários meridianos .
traçados pelo medo  de sermos mais.

De sermos dois, de sermos todos e de sermos tudo...
Perdidos... na imensidão de sermos:
O mundo, o outro, e a verdade parte disso tudo.
São os limites do ser, os piratas do próprio destino,
Em um mapa mal interpretado.

Tão próximos... quanto descobertos e conquistados
Tão distantes... quanto pequenos e isolados
Tão iguais... quanto convivendo em harmonia.
Tão estranhos... quanto assustados e pontuais.
Tão mortos...quanto diferentes.

Amarras desnecessárias da vital conquista.
Impedem o avanço do notório descobrimento
De si mesmo, como parte de um todo tão desejado.

Através de cartas construídas por regras inadequadas
Aportam seus sentimentos em águas mórbidas.
Pois desconhecem a ilimitada graça de navegar
Em seu fantástico mundo plural.


29.03.11
Ricardo D’Ávila

sábado, 10 de março de 2012

Paixão ousada

Paixão ousada

 

Em uma existência onde
a diferença primaz é o seu próprio encanto.
O êxtase é o enaltecimento pleno
dos melhores valores humanos.

Encontro-me radiado
nessa maravilhosa sensação,
de ver e ter a luz tão próxima,
que o seu calor energiza minha alma .
E me faz sonhar envolto com o seu brilho.


Esse reluzir é parte de um mistério

A ser desvendado passo a passo,

Onde a emoção é a própria razão,

Do ousar viver essa nova paixão.

Esse reluzir é parte de um mistério
a ser desvendado passo a passo,
onde a emoção é a própria razão,
do ousar viver essa nova paixão.


Ricardo D'Ávila 22/06/10.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tormenta de possibilidades

Tormenta de possibilidades

Não podemos ser inimigos,
Porque temos o melhor do outro dentro de nós.

Não podemos ser amigos,
Porque ainda enamoramos as nossas virtudes e valores.

Não podemos ser namorados,
Porque os vínculos construídos formam uma relação perfeita.

Não podemos ser o par perfeito,
Porque essa dita perfeição não há.

E uma vez definidos como seres imperfeitos,
Poderemos viver um nada existencial.

Sem decisão ou ação,
Presos a essa ilusão de um futuro maior e melhor

Envolvidos em uma grande tormenta de possibilidades.
Porque estaremos sempre entre a escolha e a perfeição.

E assim nunca chegaremos ao concreto esteio de uma relação.
Onde cada passo é carregado de verdade e emoção.

Ricardo D’Ávila 28/10/2011