segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Amor e desamor

Amor e desamor

Um é tudo...
o outro é quase nada

Como ter tudo,
quando o que falta é quase nada?

Um quase nada sem sentido,
que sem sentir é desamor.

Porque o amor, mesmo que incompleto,
já que é a própria plenitude do sentir,
Não busca por quase nada.

Só no desamor é que se explica
o incompreensível desejo do quase nada...
Do que nada se sabe e nada se tem.

Mas o nada, ou quase nada,
é inexistente  e irrelevante.
Não resiste a emoção
de sentir e de ser...

de ser parte, de ser um todo,
de ser o verdadeiro amor.


18/04/10

Penas à duras...

Penas à duras...

Penas da minha sina,
Penas da minha vida.
Mas não pelejo por esta pena.

Pois a pena que vejo,
Corre de forma sôfrega
Entre a emoção e a palavra.

Encharcada de tinta rubra,
Regendo a pena que martela
O bater do coração.

Mas é de dar pena
O penar do sonho e da razão
Nessa vida, vivida sem paixão.
11-02-11

Sou tudo isso... partes e verdades.

Sou tudo isso... partes e verdades.

Sou criança...
Traquino, brincalhão e travesso.
Vivo pelo avesso dessa curiosa criação
Do impossível ao necessário
Resultando em vida de boas gargalhadas.

Sou adulto...
Planejo, executo, acredito e trabalho.
Mas não deixo que as formalidades
Das relações superem as emoções

Sou pai...
Planto, rego, protejo.
Um ser que é parte sua,
Mas também toda uma individualidade de vida.

Sou filho...
Cresço a sombra de quem me ama,
Fazendo da vida a continuidade
De todo amor e proteção.

Sou professor desse eterno aprendizado,
Vivido entre a luz e a treva,
No lumiar da razão.

Sou aluno da versátil matéria das relações,
Trabalhadas no homem para homem,
Nessa louca sociedade de resultados.

Amante...
É no outro a melhor opção,
Da terna relação de doar-se em pedaços,
De um inteiro coração.

Amado...
Onde cada pedaço doado aplaca
Um pedaço no peito do outro,
Perfeito complemento dessa simbiótica doação.

Sou tudo isso e estou em tudo isso.
Não como um morto vivo,
Semi-enterrado, socialmente esquecido,
Em qualquer lugar de um coração.

Pois o meu, ainda forte pulsa,
Entre esses e outros personagens
Da minha tão vasta e presente historia de vida,
Em cenas de palco iluminado.

Coração aberto, assumindo
Emoções de partes e inteiras.
Para uma vida tão plena, como verdadeira
Que vive no bate e rebate do ser.


01/11/10
Ricardo D`Ávila

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Existência e luz

Há mais passos a serem dados
Há mais emoções a serem despertadas
Há mais ação do que inércia
Há mais luz do que trevas
Há mais calor do que distancia
Há mais abraços do que adeus
Há mais cura do que efermidade
Há mais carinho em cada gesto
Há mais ser humano em cada um de nós
Porque há sempre a divindade fazendo da vida algo maior
Pois há em todo lugar parte dessa luz a ser percebida.
Ricardo D`Ávila
14/12/10

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sequência em cores e imagens

Imagem


Em lagos límpidos e claros,


esperamos a reflexão de nossa vida.


Porém turvamos com nossas loucuras,


a pureza das relações.



E fazemos o homem-imagem,


que nos convém.


Não observando e respeitando


a energia da vida


forma única entre imagem e objeto.


19/06/89

Sequência em cores e imagens

Tintas


Espera, medita solitário


em seu vazio mundo azul.


Enquanto o cinza não aniquilar


o tempo, que passa interminável.


um branco companheiro recebe piceladas


do abstrato sentido da vida.


Expressando o prazer de ser eterno,


até o negro encontro com a mancha na arte

Sequência em cores e imagens

Sequência em Cia
Encontro o tempo,

e olho o caminho com ternura.

Nele a palavra,

esperança de um ideal;

o amor,

certeza de felicidade;

a saudade,

forte intenção de retorno.


23/02/87